Brasil: Diego Cavalieri; Jean (Marcos Rocha), Dedé (Henrique), Réver e André Santos; Ralf (Fernando), Paulinho, Jadson (Osvaldo) e Ronaldinho; Neymar e Leandro Damião (Alexandre Pato). Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Chile: Johnny Herrera; Álvarez, Marcos González, Rojas e Mena; Braulio Leal, Reyes, Meneses (Carlos Muñoz) e César Cortés (Fuenzalida); Eduardo Vargas (Robles) e Rubio (Luis Figueroa). Técnico: Jorge Sampaoli.
Gols: Marcos González (CHI - 7'1º), Réver (BRA - 24'1º), Neymar (9'2º) e Eduardo Vargas (18'2º).
DESORGANIZAÇÃO NO MEIO-CAMPO
Telê Santana já dizia: "um time que erra mais do que trinta passes não merece ganhar". Pois o Brasil do Mineirão, contra o Chile, errou 45 passes em 94 minutos. Não pode, decididamente. O meio-campo não chamou o jogo, o ataque, portanto, não funcionou, e os zagueiros foram obrigados a rifar a bola. Errando um passe a cada dois minutos não há como fazer uma boa apresentação.
REFERÊNCIAS
Não encaro a atuação de Ronaldinho como decepcionante. Sempre foi assim. Em jogos minimamente encardidos na Seleção, ele desaparece. Não chama para si a responsabilidade em jogos encardidos. E olha que o Chile nem é um adversário tão qualificado assim. Não é o centralizador de jogadas que Felipão precisa. Muito menos o capitão.
VARGAS PELA ESQUERDA
Eduardo Vargas atuou com liberdade de movimentação, mas visivelmente buscou pelo lado esquerdo suas jogadas. Foi o melhor jogador em campo, para muitos. Luxemburgo, que certamente assistiu a partida, deve ter percebido que há em Vargas uma possibilidade maior de objetividade atuando com posse de bola, não só em contra-ataques. E, evidentemente, sem ficar preso pelo lado direito, como ocorre no Grêmio.
AS DÚVIDAS DE FELIPÃO
Luiz Felipe Scolari viu o amistoso diante do Chile terminar e segue com as mesmas dúvidas que no apito inicial. Projetando a convocação para a Copa das Confederações, as interrogações na lateral esquerda, direita e ataque continuaram. André Santos não foi bem, Jean atuou improvisado e os centroavantes Leandro Damião e Alexandre Pato não corresponderam. Em termos práticos visando a competição de junho, a partida de Belo Horizonte pouco ou nada contribuiu.
O EFICIENTE JORGE SAMPAOLI
O bom técnico Jorge Sampaoli comanda uma equipe inferior tecnicamente em relação ao Brasil. Ao contrário do que muitos fazem, ele não deixou de jogar. Pelo contrário. Atacou o Brasil, buscou possibilidades ofensivas do início ao fim da partida, e saiu do Mineirão com um empate. A eficiente marcação adiantada que exerce desde os tempos da La U funcionou. Olho em Jorge Sampaoli, que é capaz de fazer com que o Chile faça bonito na Copa do Mundo do ano que vem.
A Rádio Grenal transmitiu a partida com narração de Fabiano Bernardes, comentários deste que vos escreve, reportagem de César Fabris e plantão de Kalwyn Corrêa.
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